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domingo, 5 de dezembro de 2010

6 - Evolucionistas - parte I


Eu me divirto com a simplicidade e incoerência dos fanáticos. Certos tipos, desesperados, sofrem no embate quando confrontados com o fato de que o evolucionismo é favorável aos crentes.

Não vamos discutir se a evolução é coisa de Deus, apenas considerar que este texto é para os que desejam que a evolução seja distinta de Deus, como se esta descoberta tornasse-a uma invenção da ciência (talvez seja mesmo... vai saber) e que a evolução não tem nada a ver com a bíblia ou qualquer religião. Aqui neste post, deixando-se de lado os que não são fanáticos, o termo evolucionista é pejorativo, ok? Não quero ofender ninguém, isso não é necessário.


Pesquisas recentes enturmadas no raciocínio científico vêm causar perdas e danos no orgulho ateu dos evolucionistas. O raciocínio é bem simples:

"Quanto mais devotas as pessoas são, mais filhos elas são susceptíveis a ter," escreveu Rowthorn no artigo.

1) Independentemente das diversas razões apontadas, isso é um FATO CIENTÍFICO comprovado pelas estatísticas e métodos de pesquisas. Metodologia científica, no caso, é até bonitinho de falar;
2) Preocupados com o limite populacional da Terra, (enganando-se eternamente como enganou-se Malthus sobre o boom populacional e a fome consequente) mas principalmente preocupados consigo mesmos, os ateus não têm tempo para ter filhos, nem interesse nisso. Afinal de contas, é mais interessante curtir os prazeres da carne, já que em breve ela vai virar pura carniça. E como eles não têm alma, é melhor essa máquina automata bioquímica que não-se-explica-de-verdade aproveitar o lapso efêmero e doloroso que tem, uma vez que na inteligência gera-se enorme sofrimento quando comparada a eternidade com a faísca de duração da carne.

3) Tendo os crentes mais filhos que os ateus, e aumentando a comunidade CULTURAL religiosa/evangélica, a PROBABILIDADE de os filhos serem também evangélicos ou de outra religião cristã e também de serem mais devotos é MAIOR que a probabilidade de filhos de ateus o serem; Isso gera massa crítica de predominancia populacional;
4) A predominancia populacional e cultural deve a médio e longo prazo, extinguir os ateus e anticristos, assim como acontece com qualquer espécie na natureza. O ambiente cultural é repleto de memes, tão competitivos e predispostos à evolução quanto organismos biológicos, e portanto, susceptíveis às leis da seleção natural também, e portanto, submetidos às lógicas evolucionistas.

O provável resultado, após algumas centenas de anos, é um diálogo que deverá ser típico: "Filhos, vamos no Instituto Butantã ver uns ateus em extinção?" ou ainda, os que gostam de polemica ou de tensão, pois ela é motor evolutivo "Não vamos permitir que os ateus sejam extintos, eles são catalizadores da nossa fé, pois são testemunho da infelicidade que uma vida vazia proporciona ao homem e documentários não vão substituir uma observação in loco de seus modus vivendi."

Homo homini lupus - Segundo Hobbes, o Homem é o lobo do homem. Ele era mecanicista, cartesianista, dado a hipocrisias burocráticas e interessismos coletivos...


É claro que algum ateu muito primário vai vir aqui falar os seguintes argumentos:


a) que "o crescimento populacional refere-se à pobreza"
resposta: a pesquisa não foi feita apenas nos países pobres, seria uma pesquisa tendenciosa e podre, não digna de Cambridge;

b) "a transmissão dos genes não será dada efetivamente, não existe gene de religiosidade"
Resposta do próprio post do link inicialHá ainda em algumas pessoas uma predisposição genética para a crença, observou ele. O que levou Rowthorn a sugerir que "o gene dos crentes" e a tendência das pessoas religiosas a ter mais filhos poderia ajudar a espalhar areligião, noticiou o Telegraph UK.

c) "deserções equilibrariam o processo"
Resposta: leia o texto do link que não prevê esse reequlíbrio; além disso, estamos falando de comunidades fechadas e com tendencia a permanecer em suas regras, de caráter muito menos volátil que o dos ateus e evolucionistas que não tem uma regra fixa de conduta, mas o argumento da "esperteza pela sobrevivência".

d) "crentes não são aptos a sobreviver num ambiente urbano agressivo, e por isso ateus e evolucionistas tem maior predominancia nesse quesito. Além disso os filhos dos mesmos são treinados para experimentar o mundo"
Resposta: é óbvio que a evolução caminha para os mamíferos em termos de eficiência e predominância, é por isso que o homem é dominante na Terra. Isso é claro, refere-se aos cuidados dos pais pela prole, e em contrapartida, isso permite prolongar o tempo de gestação, gerando espécimes mais fortes e complexos, num ciclo evolutivo infindável. Além disso, superexposição ao meio sem critério aumenta a taxa de mortandade, e redução do interesse da fêmea pelo macho (pois ele não cumprirá com seu papel principal, que é gerar descendentes e não fazer filhos que morrerão em breve...)
conclusão desse tema: filhos de crentes vivem mais, com mais qualidades, mais saúde, e evoluem em direção a espécie mais complexa e segura, mais dominante e portanto, mais inteligente e habilidosa.

Uma regra de ouro maior que os pressupostos da ciência neomalthusiana ou reformista neomalthusiana, é o "crescei e multiplicai-vos". Não, os crentes não são ignorantes. Mas diante de um copo com água até a metade, para os crentes ele não está meio cheio, ele virá a transbordar. O problema não é a quantidade de pessoas, mas a falta de ética que gera fome e desequilibrio: obesos e obesos mórbidos nos países (em especial USA) enquanto em outros países apenas ossos ambulantes, porque a pele é escura.

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